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segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Quem vê além da venda é rei

Vender bem não é fácil. Todos nós precisamos em algum momento da vida vender alguma coisa, nem que seja a si mesmo... falo de marketing pessoal e não de “vender o corpinho”, que é uma gíria corrente no mundo corporativo, mas recomendo que não passe de brincadeira. E que maravilha é quando nós consumidores, geralmente com pouco tempo disponível encontramos aquele vendedor que te atende como se você fosse o cliente mais importante da loja!

Eu acostumada a ver o vendedor arrastar a arara de roupas que eu estava olhando, ou ser laçada na calçada quando estava apenas olhando a vitrine, ou ainda ser seguida sorrateiramente por um funcionário como se estivesse suspeitando que eu ia furtar o lugar, certa vez, entrei numa loja para comprar um calçado específico. Não me recordo se já tinha entrado ali antes, mas aquela experiência foi a melhor.

Espiei a vitrine atrás do que procurava – desta vez dentro da loja já - um rapaz veio me atender, gentil ao extremo, perguntou como podia me ajudar, expliquei o que queria e qual era a situação em que eu iria usar. Infelizmente, na vitrine não tinha nada que me agradasse, então o vendedor foi oferecendo opções - várias opções - do estoque, fiquei na loja um bom tempo na esperança de sair de lá com meu calçado, mas nada feito. Sai de lá sem comprar nada, mas muito bem impressionada com a postura daquele vendedor, sua educação, simpatia. Saí decidida a voltar lá e comprar com ele tão logo precisasse de outro calçado.

Pode até ser que ao sair na primeira vez sem levar nada ele tenha me chamado de Caroço, Forma "N", não sei. Mas gostei daquele vendedor porque ele focou em sanar a minha necessidade. Sem comentários desnecessários, sondagem de cunho pessoal, sem errar a numeração do calçado solicitado, nem me apresentar algo muito fora do que eu estava procurando. Ele teve atenção ao que eu precisava, o que acabou me levando até lá em quase todas as minhas outras necessidades nos últimos tempos. Ele só não se deu melhor porque não sou daquelas que tem mais pares de calçados que lugar para guardar!

As poucas ocasiões que fui nesta mesma loja e não fui atendida por ele, não gostei do atendimento. Tenho o péssimo problema de comparar o profissionalismo das pessoas, e quando o padrão de referência é elevado complica. Bom seria ter mais casos semelhantes para contar, ou que este comportamento fosse a regra e não a exceção. Como disse o palestrante Mario Persona: “Vender é criar uma experiência de satisfação na mente dos clientes” e não são todos os vendedores que são preparados ou tem o dom de proporcionar experiências.

P.S: Para quem interessar possa, o nome do Vendedor é Alisson, a loja é a Esperança Calçados - Praça Juvenal Hartmann, 77 - Centro, Francisco Morato – SP.