Mario Sergio Cortella, filósofo, escritor e professor, possui uma coletânea chamada Pensar bem nos faz bem! que traz uma série de textos sobre assuntos variados e muito interessantes. No volume três da coleção, num texto chamado Ciência e propósito, ele cita uma frase de Norbert Wiener (1984-1964): “Nossos jornais têm exaltado o know-how norte-americano desde que tivemos a infelicidade de descobrir a bomba atômica. Existe uma qualidade mais importante do que o know-how, trata-se do know-what, mercê da qual determinamos não apenas como levar a cabo nossos propósitos, mas o que deverão ser”.
Cortella, completa afirmando que “não basta saber o como fazer, o know-how, mas, especialmente, o propósito, o know-what, a razão, aquilo que está por trás do que se faz". Sabemos que temos que fazer algo, sem saber exatamente o que, e mesmo assim saímos fazendo algo para nos livrarmos da inércia que é ameaçadora. Muitas vezes acabamos criando um monstro sem nenhuma utilidade prática, pois não se perguntou: o que eu vou fazer com isso?
Usando o evento da bomba atômica, pensaram no propósito, no que fazer muito depois que o primeiro “gênio” e seu know-how já tinha criado a pior arma de destruição humana que o homem já inventou. Depois da aplicação e seu trágico efeito em Hiroshima e Nagasaki, passaram a pensar em formas amenas de utilizar a radiação.
No mundo corporativo, é muito comum aprendermos a fazer algo, e até com certa facilidade, sem saber o porquê daquilo. Quando o objetivo não é algo oculto nas altas camadas do organograma que não chega ao conhecimento do executor (em pleno século XXI), muitas vezes é por falta de bom senso de se questionar o que se pretende alcançar com aquela atividade. O analfabeto funcional é um exemplo de alguém capaz de saber como sem saber o que faz com isso. É capaz de entender o b-a bá, mas não é capaz de compreender o que isso pode significar.
Cortella, completa afirmando que “não basta saber o como fazer, o know-how, mas, especialmente, o propósito, o know-what, a razão, aquilo que está por trás do que se faz". Sabemos que temos que fazer algo, sem saber exatamente o que, e mesmo assim saímos fazendo algo para nos livrarmos da inércia que é ameaçadora. Muitas vezes acabamos criando um monstro sem nenhuma utilidade prática, pois não se perguntou: o que eu vou fazer com isso?
Usando o evento da bomba atômica, pensaram no propósito, no que fazer muito depois que o primeiro “gênio” e seu know-how já tinha criado a pior arma de destruição humana que o homem já inventou. Depois da aplicação e seu trágico efeito em Hiroshima e Nagasaki, passaram a pensar em formas amenas de utilizar a radiação.
No mundo corporativo, é muito comum aprendermos a fazer algo, e até com certa facilidade, sem saber o porquê daquilo. Quando o objetivo não é algo oculto nas altas camadas do organograma que não chega ao conhecimento do executor (em pleno século XXI), muitas vezes é por falta de bom senso de se questionar o que se pretende alcançar com aquela atividade. O analfabeto funcional é um exemplo de alguém capaz de saber como sem saber o que faz com isso. É capaz de entender o b-a bá, mas não é capaz de compreender o que isso pode significar.
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