Quem já ouviu esse termo? Toda expressão recorrente me instiga uma análise mais criteriosa, pois geralmente não é aquilo que pretendem representar. Começando pela palavra foco. Já escrevi sobre o conceito duvidoso da expressão foco na carreira, e indo um pouco mais longe, percebo que há um grande perigo em ser muito focado.
Existe foco da dengue, foco da lesão, foco de incêndio. Já dizia a lei de Kepler: onde há fumaça há foco, digo, a proximidade dos raios de luz que passam por uma lente convergente (focada) podem incendiar certos materiais. Quem já matou uma formiga com uma lupa e um fósforo aceso (ou isqueiro) sabe o que estou falando.
Roberto Justos, em sua autobiografia Construindo uma vida disse: “Se concentrar sobre o que é particular é só uma forma de miopia” e “o detalhe muitas vezes mente”. Justus ainda acrescentou: “Sem ter a visão do todo, é impossível estabelecer com segurança como e onde me situar no conjunto de tudo”.
Fácil ilustrar esse assunto lembrando o polêmico lançamento do aplicativo Pokemon GO desenvolvido pela startup Niantic, Inc., onde os usuários focados em encontrar seus pokemons virtuais perdiam completamente a noção periférica e muitas vezes panorâmicas, com muitas notícias de acidentes e mortes. Na época o jogo foi muito criticado, mas na verdade o app literalmente trouxe uma realidade aumentada das coisas.
Será que nosso trabalho não é uma espécie de Pokemon que nos faz acordar e automaticamente já ficar alerta e sair em busca das obrigações diárias, sem nenhum propósito maior além do salário que por sua vez é o Pikachu, o monstrinho mais famoso e desejado por todos? Será que estamos em nossas rotinas presos a pokestops achando que recarregar as energias para uma nova caçada é tudo que temos para hoje? Será que também não estamos ignorando uma imensidão de possibilidades mundo afora, limitando nossos relacionamentos, lazeres, e várias outras coisas?
Muitas vezes quem diz “olha o foco” não quer dizer absolutamente nada. Apenas por um condicionamento acha que contrariar a visão linear é um risco. Risco na verdade ela corre se todos os focados olharem para ela e algum esclarecido inusitadamente lançar um feixe de luz em sua direção, o que, no sentido figurado, quer dizer que ela vai se queimar diante do contexto geral, pois seu cálculo de atitude aceitável estava limitado a uma visão muito restrita e distorcida da realidade.
"Não há clareza possível se não se enxergar o todo" (Justus).
Existe foco da dengue, foco da lesão, foco de incêndio. Já dizia a lei de Kepler: onde há fumaça há foco, digo, a proximidade dos raios de luz que passam por uma lente convergente (focada) podem incendiar certos materiais. Quem já matou uma formiga com uma lupa e um fósforo aceso (ou isqueiro) sabe o que estou falando.
Roberto Justos, em sua autobiografia Construindo uma vida disse: “Se concentrar sobre o que é particular é só uma forma de miopia” e “o detalhe muitas vezes mente”. Justus ainda acrescentou: “Sem ter a visão do todo, é impossível estabelecer com segurança como e onde me situar no conjunto de tudo”.
Fácil ilustrar esse assunto lembrando o polêmico lançamento do aplicativo Pokemon GO desenvolvido pela startup Niantic, Inc., onde os usuários focados em encontrar seus pokemons virtuais perdiam completamente a noção periférica e muitas vezes panorâmicas, com muitas notícias de acidentes e mortes. Na época o jogo foi muito criticado, mas na verdade o app literalmente trouxe uma realidade aumentada das coisas.
Será que nosso trabalho não é uma espécie de Pokemon que nos faz acordar e automaticamente já ficar alerta e sair em busca das obrigações diárias, sem nenhum propósito maior além do salário que por sua vez é o Pikachu, o monstrinho mais famoso e desejado por todos? Será que estamos em nossas rotinas presos a pokestops achando que recarregar as energias para uma nova caçada é tudo que temos para hoje? Será que também não estamos ignorando uma imensidão de possibilidades mundo afora, limitando nossos relacionamentos, lazeres, e várias outras coisas?
Muitas vezes quem diz “olha o foco” não quer dizer absolutamente nada. Apenas por um condicionamento acha que contrariar a visão linear é um risco. Risco na verdade ela corre se todos os focados olharem para ela e algum esclarecido inusitadamente lançar um feixe de luz em sua direção, o que, no sentido figurado, quer dizer que ela vai se queimar diante do contexto geral, pois seu cálculo de atitude aceitável estava limitado a uma visão muito restrita e distorcida da realidade.
"Não há clareza possível se não se enxergar o todo" (Justus).
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