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sábado, 4 de março de 2017

O Mistério das Bermudas

Não, não me refiro ao Triângulo das Bermudas!

Desde os tempos em que o Jornal Nacional era apresentado por Cid Moreira e Sergio Chapelin e o mito de que os jornalistas usavam bermuda por trás da bancada, existe um burburinho em torno desta peça de vestuário no local de trabalho. Lembrando que o boato da bancada do JN ocorreu por volta dos anos 80 a 90.

Aí chegamos no século XXI e a moderna empresa americana Google virou referência no modelo casual de seu ambiente de trabalho e no vestuário dos colaboradores. Um dos lemas da empresa é “você pode ser sério sem usar terno” é um mantra das novas empresas que estão mudando suas culturas nesse sentido.

Em nenhum lugar achei a associação de não usar terno com usar bermuda, mas recentemente vi um alarde sobre isso nas redes sociais se referindo à mudança de cultura da empresa Gerdau. Entre as mudanças do ambiente físico sem paredes dividindo salas por hierarquia, realidade presente também no ambiente da holding brasileira Alelo, horários flexíveis e Wi-fi livre, a Gerdau apostou na permissão do uso de bermudas.

Muitos sindicatos inclusive estão lutando para dar esse “direito” aos trabalhadores. É isso mesmo produção! Querem institucionalizar o uso de bermudas no ambiente de trabalho. Fico me perguntando onde surgiu essa ideia de que a vestimenta interfere na qualidade do trabalho ou na competência da pessoa. Dá para ser sério sem terno, e ser patético com terno. Tanto faz. O fato é que está se criando um estigma negativo sobre o vestuário social “estilo banco” que pouco tem a ver com a capacidade de trabalho do ser humano.

O máximo de vantagem é para quem sente muito calor, mas particularmente me sinto mais a vontade com social e salto alto, embora minhas competências funcionem de forma idêntica com qualquer roupa que eu estiver usando. Dizem que o ambiente informal estimula as pessoas a dizerem a verdade. Só se for “nossa como sua perna é fina!”. Piadas a parte, o hábito de falar a verdade depende mais do caráter do que da vestimenta.

Será que William Bonner seria um melhor editor chefe do JN se levantasse da sua bancada de bermuda para falar da previsão do tempo com a Maju? Para quem tá com tempo é um caso a se pensar.