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quinta-feira, 18 de maio de 2017

Eu não votei no vice?

Ao contrário do conceito do esporte, onde o vice é o segundo melhor colocado no quadro de medalhas, na pontuação, no número de gols, resumindo é uma vaga que passou raspando do primeiro lugar, na política o vice não precisa se esforçar em nada para ganhar o seu posto, basta torcer que o candidato principal seja eleito e, se quiser governar, torcer para que o mesmo morra, renuncie ou sofra um impeachment. Convenhamos é um cargo meio macabro que existe desde 1891, foi extinto pelo período e 1934 a 1946, e voltou a existir até hoje.

Falando de presidência, a Wikipédia relata a existência de oito vice-presidentes que assumiram a presidência dentro desse período, sendo o último o atual (...) Michel Temer do PMDB. Oito ocorrências é pouco para o povo assimilar a utilidade do cargo. Coisa que se questiona muito é que o candidato foi eleito sem voto, mas acredito que isso não seja coisa para se contestar só depois que o cidadão assume a vaga, há séculos que o esquema é desta forma, quem votou no candidato X votou no vice do candidato, logo ele foi - parafraseando Arnaldo Cezar Coelho: a regra é clara - eleito pelos votos que deram vitória ao candidato X. Se a regra está errada ou certa, é outra questão.

Só refletimos a relevância desse posto quando ele precisa ser reivindicado, e quando não é por causa de morte aí começa o disse-me-disse, golpe, cargo ilegítimo, eleito sem votos, e coisa e tal e tal e coisa, como diria Rita Lee. O fato é que em todas as eleições votadas até hoje (seja presidência, prefeitura, governo) eu votei no vice, porque é assim que acontece. Usando uma metáfora do esporte, o vice sempre ganha por tabela...