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domingo, 19 de março de 2017

Organização

A palavra Organização vem do latim e tem a mesma origem da palavra Orgão, e significa “aquele que funciona”. Incrível como as coisas perdem seu real sentido na medida em que o tempo passa! Para perceber melhor o que quero dizer, imagine se nossos órgãos funcionassem da forma como a gente se “organiza” no cotidiano para atingir certos objetivos?

O número de mortes por falência múltipla de órgãos estaria no topo do ranking das maiores causas de morte do mundo. Quando um órgão não está nas condições ideais de funcionamento ele pede ajuda. Como? Pelos sintomas. Febre, mal estar, enjoo, dor. Geralmente tomamos remédio para aliviar o mal estar, afinal precisamos estar ativos para organizar nosso dia a dia, senão ainda saímos como braço curto.

Enquanto isso nosso amigo órgão continua sem condições de funcionar direito e seu único meio de comunicação (os sintomas) não estão passando o recado como deveriam devido as drogas administradas. Até que um dia ele piora de vez e o que acontece? Somos internados e temos que parar na marra com nossas atividades.

Nós até tentamos fazer nosso organismo trabalhar no mesmo ritmo duvidoso que nós, mas ele não aceita menos do que a condição ideal. Ou é isso ou a morte. E se o jogo virasse e todas as cabeças da pirâmide organizacional e familiar começassem a agir com a mesma estratégia de sobrevivência que os órgãos: o ideal ou nada? E não falo de ideal em seu sentido ofuscado, de ideologia, algo como um sonho longe do real. Mas no sentido de melhor forma.

Como seria se os sintomas apresentados quando as coisas não estão em condições de funcionar de modo adequando não fossem vistos com desconforto, como corpo mole e sim com a devida atenção e imediatamente entrar em processo de diagnóstico do que está acontecendo e mobilizar os demais órgãos e recursos para “curar” o problema ao invés de desgastar aquele membro e consequentemente perder força no corpo em geral?

Nem sempre é possível realizar um transplante (substituir um órgão por outro). E quando dá nem sempre a qualidade é a mesma. E o organismo tem uma tolerância para transplantes. Chegará uma hora que nem substituir resolverá a debilidade gerada pela forma atual de funcionamento.