Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador empregabilidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador empregabilidade. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Seguro não é Férias

O Seguro Desemprego era para ser apenas um direito do trabalhador, no entanto parece mais uma entidade idolatrada por todos que estão prestes a perder o emprego, ou os que querem sair das empresas onde trabalham, mas não pedem as contas para não perder o tal seguro.

“O Seguro morreu de guarda-chuva“, bem disse Mario Quintana. Posso dizer que o desempregado morreu de seguro. Ouvi certa vez na rua uma conversa mais ou menos assim:

- Quantos meses de seguro você pegou?

- 5 meses!

- Que bom, 5 meses de férias!

Aí eu pergunto, será que essas pessoas estavam mesmo no Brasil? Com a crise correndo solta, ou mesmo se não tivesse crise, o seguro é para bancar as contas enquanto não se encontra outro emprego, e não para curtir como se estivesse de férias.

Outro mito: “Não posso encontrar um emprego antes dos cinco meses senão eu perco o seguro“. Algo como não posso ressuscitar meu pai para não perder o seguro de vida, ou seja, qual o mais importante o emprego (ou o pai) ou o seguro?

Consequência do mito: Passou os cinco meses do seguro, #partiu procurar emprego! Onde? Enquanto você estava de férias o cara que saiu junto com você da empresa estava aproveitando o passe livre no transporte público para entregar currículos, e dar as caras nas empresas, no Linkedin, nos lugares certos para quem quer ser visto e conquistar uma vaga.

Enquanto você estava agarrado ao seguro, como o último pingo do oásis, vários outros candidatos estavam surfando na crise (não era uma marolinha?), engolindo altos caldos, mas com cinco meses de vantagem. E no último mês, com sacrifício já estão recolocados.

E você? Sem água, nem guarda-chuva, vai começar agora a batalhar, e torce para ninguém perguntar o que você fez nos últimos meses.

domingo, 16 de outubro de 2016

Empregabilidade ou Estabilidade?

Empregabilidade é um conceito muito atraente, pode ser resumido como habilidade para arrumar e se manter num emprego fundamentado em suas próprias competências. A garantia de emprego não está em fatores externos, mesmo que eventualmente o empregado venha a ser desligado de uma empresa, ele possui potencial suficiente para arrumar facilmente outro emprego, ou mesmo desenvolver seu próprio negócio, trabalhando assim com autonomia sobre suas próprias competências.

Estabilidade por sua vez, conhecida dos concursados públicos, é a garantia externa de que aconteça o que acontecer, salvo raras exceções, seu emprego está garantido por lei. Qual o motivo para terem criado na Constituição Federal de 1988 essa lei de estabilidade para servidor público após três anos de estágio probatório, não se sabe. Talvez, porque não fosse esse item, e os salários atraentes, salvo aí o dos professores, ninguém se interessaria pela vaga.

Estável, imutável, monótono. É bem típico do Governo estabilizar o desenvolvimento humano, seja educacional, profissional ou cultural. A ideia de um emprego garantido até a aposentadoria tem seu lado positivo para quem trabalha para pagar contas, esse de fato, não teria com que se preocupar, a não ser com a instabilidade política, coisa que poucos pensam. O servidor público está servilmente sujeito as variações ideológicas do cenário político, das crises econômicas, mais que as empresa privadas, acredito, pois os recursos do salário de um concursado é público também. Ou seja, qualquer dívida crítica, salve-se quem puder! E cuidado com as contas poupança!

Numa empresa privada, uma solução para crise são os cortes de funcionários. Numa instituição pública o corte é protegido por lei, mas a crise não. Uma provável solução já foi emendada na Constituição, que foi o concursado celetista, ou seja, protegido pelas Leis Trabalhistas (CLT). A qualidade do serviço prestado por um concursado celetista dá um salto imenso. A ideia de que o emprego depende do desempenho é motivadora, embora a lei da estabilidade tenha esse adendo, não há fiscalização nenhuma sobre isso, ao contrário das empresas privadas, onde um funcionário improdutivo é sinal de prejuízo. No final, quem paga todas as contas é o setor privado que paga seu impostos e assalaria seus funcionários, para que eles paguem os seus próprios impostos também, consumam, e girem o capital.