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domingo, 16 de outubro de 2016

Programas Sociais

Não sou muito adepta do assunto política, seja a ideologia sociológica da matéria, seja sua aplicação real da forma como vem sendo feita. Mas, algumas questões, ou todas, devem ser refletidas com atenção, com senso crítico, para que não fiquemos a mercê dos pronunciamentos públicos dos governantes, como verdades inquestionáveis.

Bater panela e não ouvir nada é uma boa saída, pois é melhor não ouvir nada, do que ouvir e acreditar. Quando o assunto é obras do governo, programas sociais, bem aventurança municipal, estadual ou federal, uma coisa é clara: fundos financeiros do governo são arrecadados por meio das contas e impostos que pagamos e dos recursos naturais explorados da biodiversidade do nosso país. Dentre todos os programas sociais criados o de bolsas de estudos, acredito, seja a melhor iniciativa, visto que a educação é a chave para uma civilização que pretende se desenvolver.

FIES, ProUni, SISU, Escola da Família, são programas que geram retorno, devolvem pessoas qualificadas para o mercado de trabalho, pessoas capacitadas para gerar renda, racionalizando. Talvez se existisse mais bolsas de estudos, existiria menor necessidade de Bolsa Família. Bolsa Família é um dinheiro que não gera retorno. Ele é financiado com dinheiro pago por contas e impostos, e é utilizado para pagar contas e impostos, sem margem de lucro.

Os estudantes que pagam Universidade acham que os bolsistas estudam de graça. Ora! Sua família unida com certeza arrecadou o suficiente para que o governo banque seus estudos, afinal é para isso que serve o governo, para administrar os bens públicos. Outro fator diferencial, particularmente do ProUni e SISU é o Enem, que é composto por dois dias de provas exaustivamente complexas ao passo que os Vestibulares de Universidades Privadas são piadas!

Se falta verba certamente não é por falta de arrecadação, pois não é algo facultativo, é imposto. O problema fundamental é excesso de promessas, improbidade administrativa, desinteresse. O Governo não dá nada de graça para ninguém, até o salário dos governantes somos nós que pagamos. Eles representam a voz da maioria. O que estas vozes têm dito


Esse texto foi compartilhado no Jornal de Jundiaí.

Empregabilidade ou Estabilidade?

Empregabilidade é um conceito muito atraente, pode ser resumido como habilidade para arrumar e se manter num emprego fundamentado em suas próprias competências. A garantia de emprego não está em fatores externos, mesmo que eventualmente o empregado venha a ser desligado de uma empresa, ele possui potencial suficiente para arrumar facilmente outro emprego, ou mesmo desenvolver seu próprio negócio, trabalhando assim com autonomia sobre suas próprias competências.

Estabilidade por sua vez, conhecida dos concursados públicos, é a garantia externa de que aconteça o que acontecer, salvo raras exceções, seu emprego está garantido por lei. Qual o motivo para terem criado na Constituição Federal de 1988 essa lei de estabilidade para servidor público após três anos de estágio probatório, não se sabe. Talvez, porque não fosse esse item, e os salários atraentes, salvo aí o dos professores, ninguém se interessaria pela vaga.

Estável, imutável, monótono. É bem típico do Governo estabilizar o desenvolvimento humano, seja educacional, profissional ou cultural. A ideia de um emprego garantido até a aposentadoria tem seu lado positivo para quem trabalha para pagar contas, esse de fato, não teria com que se preocupar, a não ser com a instabilidade política, coisa que poucos pensam. O servidor público está servilmente sujeito as variações ideológicas do cenário político, das crises econômicas, mais que as empresa privadas, acredito, pois os recursos do salário de um concursado é público também. Ou seja, qualquer dívida crítica, salve-se quem puder! E cuidado com as contas poupança!

Numa empresa privada, uma solução para crise são os cortes de funcionários. Numa instituição pública o corte é protegido por lei, mas a crise não. Uma provável solução já foi emendada na Constituição, que foi o concursado celetista, ou seja, protegido pelas Leis Trabalhistas (CLT). A qualidade do serviço prestado por um concursado celetista dá um salto imenso. A ideia de que o emprego depende do desempenho é motivadora, embora a lei da estabilidade tenha esse adendo, não há fiscalização nenhuma sobre isso, ao contrário das empresas privadas, onde um funcionário improdutivo é sinal de prejuízo. No final, quem paga todas as contas é o setor privado que paga seu impostos e assalaria seus funcionários, para que eles paguem os seus próprios impostos também, consumam, e girem o capital.