Li recentemente num capítulo de um livro que faz parte do conteúdo teórico de um curso de formação de analistas de processos, um texto bastante chocante pela empatia que tenho pela ideia do seu autor.
Neste blog já falei muito sobre incêndios, método, mas nesse texto que menciono Gart Capote consolida em seu manifesto tudo que representa tanto “barulho mental” que me aflige:
"Não é possível acreditar e aceitar que fazer o que sempre fizemos nos conduzirá a novos e melhores resultados.
É deveras atordoante ouvir de analistas, consultores, gestores e de outros profissionais das mais diversas funções organizacionais, que muito não poderá ser feito, pois a direção da organização não entende e nem percebe o valor de BPM ou, no caso de organizações públicas, que não adianta lutar por certas mudanças, afinal, o que prevalecerá é a pressão ou a vontade política.
"Profissional de Processos - Faça o que a sociedade precisa que seja feito".
Neste blog já falei muito sobre incêndios, método, mas nesse texto que menciono Gart Capote consolida em seu manifesto tudo que representa tanto “barulho mental” que me aflige:
"Não é possível acreditar e aceitar que fazer o que sempre fizemos nos conduzirá a novos e melhores resultados.
É deveras atordoante ouvir de analistas, consultores, gestores e de outros profissionais das mais diversas funções organizacionais, que muito não poderá ser feito, pois a direção da organização não entende e nem percebe o valor de BPM ou, no caso de organizações públicas, que não adianta lutar por certas mudanças, afinal, o que prevalecerá é a pressão ou a vontade política.
Isso é Conformismo.
Toda vez que ouço declarações desse tipo, imediatamente imagino o modelo mental de quem as profere. Sempre digo que a maior mudança ou inovação não é, necessariamente, a mudança ou a inovação tecnológica, mas sim, a mudança de comportamento e mentalidade.
Os profissionais de processos, especificamente os simpatizantes e praticantes de Gerenciamento de Processos de Negócio – BPM, precisam assumir a responsabilidade de promover a mudança – a inovação da mudança de mentalidade.
Não basta alcançar certificações técnicas e titulações das mais variadas, o que precisamos – realmente – é aprender a dizer NÃO. Dizer NÃO para propostas escusas, projetos mirabolantes que lesam a sociedade, escopos mal elaborados, trabalhos sem objetivos, produtos e serviços que ferem nossos princípios e os direitos de outros.
Nossa sociedade (mundialmente pensando), que está cada vez mais carente de valores e propósitos, precisa dar um basta imediato em todos os problemas que até agora temos “dado com os ombros”. Ao continuar agindo assim, só passamos para a próxima geração a responsabilidade de resolver, se revoltar, resolver... Desistir.
Os profissionais que trabalham com melhoria e gestão de processos são responsáveis diretos pelos resultados dos processos por eles melhorados e/ou geridos. Sei que é mais fácil negar e/ou compartilhar a culpa. Mas, se não assumirmos a responsabilidade, nada mudará.
Pense nos processos organizacionais como elementos vitais, não apenas para a organização em si, mas para a sociedade como um todo.
Pense na importância de um processo com a mesma intensidade que percebemos o valor da água em nosso planeta".
O texto completo você lê aqui.
Para mim não existe nada mais gratificante do que atuar na área de processos. O problema é o que o autor falou por mim.
"Profissional de Processos - Faça o que a sociedade precisa que seja feito".