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domingo, 16 de outubro de 2016

Administração do Tempo

Muito se fala sobre Administração de tempo, o que é engraçado, pois há algum tempo o tempo já foi bem dividido em horas, calendários, cada cultura tem seus calendários, seu fuso horário em cada região do mundo, mas o tempo em si já está bem delimitado, parametrizado, não sofre muitas alterações.

O correto seria administrar-se a si mesmo, adequar o que se quer naquele parâmetro sem, contudo, tornar-se escravo dele. Flexibilidade é o X da questão. “Navegar é preciso, viver não é preciso”, já dizia Fernando Pessoa. A vida não cabe num calendário, cronometrada, 100% previsível, precisa.

Todas as ferramentas que as teorias de administração expuseram são para auxílio, organização, e dentre todas que li, Stephen Covey foi bem específico, quando disse que “em vez de focalizar nas coisas e no tempo, as atenções devem se voltar para a preservação e a melhoria dos relacionamentos e para obtenção de resultados”. Ou seja, devemos sempre nos questionar qual a relevância de tantas tarefas que colocamos em nossa agenda? São úteis e necessárias? Minimamente importantes? Agregam em meus relacionamentos e contribui para os resultados que almejo? Eu sei quais resultados almejo?

Como Cazuza, eu concordo que o tempo não para. Mas nós podemos parar, pensar, respirar fundo, ouvir uma música, se divertir sem fazer nada. Sempre temos mil e uma tarefas para incluir na agenda, e deixar um espaço em branco parece um crime! Existem pessoas que se sentem culpadas num dia de folga quando não encontraram nada que se animasse a fazer, quando sutilmente abandonaram as tarefas domésticas da agenda, para curtir o ócio. O problema que elas acabam nem curtindo, nem compartilhando, dá no máximo uma cutucada na consciência pesada, e nem comenta...

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